Meu rio de problemas de repente transbordou. Deixando-me alagado e temendo que as coisas não melhorem daqui em diante.
Afogado nas lágrimas que exarcebaram meu rosto com uma rapidez impressionante, agora fico a pensar se conseguirei retomar minha vida e reerger motivos para com coragem voltar a construir meu futuro e talvez sentir alegria em mim novamente.
Chances mínimas disso acontecer...
A última ilusão que me fazia acordar todas as manhãs e encontrar objetivos e motivos para sorrir veio se esvaindo agilmente durante esses últimos dias.
Desespero, falta de esperança e angústia tomava minha mente fazendo-me descobrir que essa fragilidade era tamanha ao modo que o mais frágil problema me derrubava como se tivesse uma força brutal e se ainda existia motivação, ela também escorria pelos meus dedos e me deixava dominado pela escuridão.
...Não sei o que é mais sorri, nem se divertir. Chorar já tem grande espaço no meu cotidiano quanto o coração a pulsar.
E temo que esse grave amargar de sentimentos não me demore a se diluir, pois quero reconstruir minha vida, voltar a sentir a beleza do dia, como antes sentia.
...Enquanto isso vivo a sofrer, vivo chorar, sonhando um dia, no futuro, reencontrar a minha motivação.
Manoel Britto, Dezembro de 2010










